Muito mais do que simplesmente uma questão fisiológica, o tratamento odontológico na terceira idade tem um componente emocional importante, considerando que esta é uma fase da vida sujeita a estados depressivos associados a vários aspectos. Uma boa aparência, uma dicção clara, a capacidade para seguir dietas alimentares, exercitando uma mastigação correta, são fatores que favorecem a manutenção da autoestima, estímulo à socialização e, inclusive, a reinserção no mercado de trabalho.

É hoje verdade reconhecida que uma prevenção bem feita é a base de dentição saudável e boa saúde bucal. Porém, o que é tão óbvio nos tempos atuais era completamente desconhecido há 50 anos, quando a odontologia descobriu como prevenir cáries e problemas. Existe, então, uma grande distância entre as pessoas que já estão com 70 anos ou mais, que, em geral, chegavam aos 30 com os dentes comprometidos ou sem grande parte deles, e aqueles que estão se aproximando agora da terceira idade.

Com uma abordagem cada vez mais preventiva, os profissionais de odontogeriatria atuais podem retardar e até evitar problemas nos elementos bucais considerados característicos da idade, diminuindo os casos de intervenções e outros procedimentos dolorosos e agressivos.

A revolução nos conhecimentos e condutas relativos aos tratamentos odontológicos na terceira idade deixa a descoberto, muitas vezes, algumas crenças que podem confundir e prejudicar a busca por bons tratamentos e soluções viáveis para problemas bucais.

A seguir listamos 7 mitos sobre tratamento odontológico na terceira idade:

 

1 – A perda dos dentes é consequência natural do envelhecimento

A perda dos dentes é causada por doenças gengivais, que não foram tratadas, e traumas. Eventos bucais do tipo em idosos com histórico de não prevenção devido à falta de conhecimento podem ter sido os geradores deste mito. Hoje sabemos que com a prevenção, que inclui uma boa higiene bucal e visitas regulares ao dentista, é possível chegar à terceira idade com todos os dentes na boca.

 

2 – Escovas ideais devem ser duras e grandes

 

Antigas ideias culturais errôneas sobre a relação entre o sucesso e o sofrimento estimulam este tipo de mito. Na realidade, escovas ideais são pequenas ou médias, que alcancem todas as regiões da boca, e de cerdas macias, que não machucam as gengivas.

 

3 – Implantes ou dentaduras não precisam de controle odontológico

 

Não é porque são procedimentos permanentes que não necessitem das visitas periódicas ao dentista. Implantes dentários demandam a mesma preocupação que os dentes naturais, com manutenção e limpeza semestrais. E usuários de próteses totais (dentaduras) precisam de verificação dos tecidos moles da boca, como gengivas e bochechas, como processo de avaliação da adaptação.

 

4 – Mau hálito é causado por problemas de estômago

 

O mau hálito pode ser consequência da diabetes, problemas renais, hepáticos e nas vias aéreas, infecção na garganta, medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas e fumo. Mas o mais comum é que a causa seja a existência de placa bacteriana, tártaro, cárie, gengivite ou saburra lingual, provenientes de higiene oral mal feita. Problemas estomacais não provocam mau hálito.

 

5 – Clareamento dental desgasta o esmalte dos dentes

 

Na terceira idade é provável que os dentes estejam mais escuros. Aplicar um tratamento para clareamento, caseiro ou com aplicação de laser, pode ajudar na recomposição de um bonito sorriso. O clareamento não provoca desgaste à estrutura dentária porque atua apenas nas partículas que colorem o dente.

 

6 – Restaurações em resina são mais fracas do que as de amálgama

 

As resinas atuais são resistentes e a possibilidade de ocorrência de infiltração e fratura não são maiores do que as metálicas. Restaurações em resina são adequadas para grandes esforços mastigatórios tanto quanto as de amálgama, além de terem uma melhor aparência e serem menos perceptíveis.

 

7 – Próteses removíveis estragam os dentes com o uso prolongado

 

A colocação de próteses, assim como qualquer outro procedimento odontológico, deve ser feita com técnica adequada e o profissional deve assegurar que estejam bem adaptadas. Com este cuidado e higiene oral correta, próteses removíveis não desgastam nem estragam os dentes.

 

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