Como avaliar a arcada dentária infantil?

By 22 de janeiro de 2020 Notícias

Como avaliar a arcada dentária infantil?

O site Diário da Biologia publicou um artigo contendo várias imagens do Museu Hunterian, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. Elas mostram crânios de crianças entre 4 e 6 anos, onde pode-se observar a dentição de leite e a permanente. É fantástico como, ao final de todo o intrincado processo de troca dos dentes, surge uma arcada dentária normal. Pelo menos, na grande maioria das vezes. A dentição decídua é composta por 10 dentes de leite superiores e 10 inferiores, e é formada até os três anos de idade. Todos os 20 dentes serão substituídos, de preferência de forma normal, por 32 dentes permanentes. Contudo, durante o desenvolvimento da criança, podem vir a ocorrer problemas no encaixe dos dentes, ou seja, má oclusão na arcada dentária infantil.

 

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Como identificar a má oclusão em uma arcada dentária infantil?

Oclusão dentária é o encontro perfeito dos dentes superiores com os inferiores, no fechamento da boca. Portanto, a má oclusão é um desvio nesse contato, que pode ser causado por vários fatores. O fator hereditário responde por 40% dos casos e os outros 60% a fatores externos:

  • Hábitos bucais como, por exemplo, chupetas, mamadeiras e sucção dos dedos;
  • Respiração bucal;
  • Alimentação pastosa, que não privilegia o estímulo da função mastigatória;
  • Perda precoce de dentes de leite;
  • Traumas, tumores e alterações hormonais.

A oclusão adequada é necessária para a eficiência das funções bucais, sendo a alimentação a mais importante delas. Além disso, vários outros problemas podem ser causados pela má oclusão. Alterações no desenvolvimento das estruturas da face e da arcada e disfunção da ATM são alguns deles.

Mesmo quando a oclusão parece perfeita esteticamente, os movimentos laterais podem mostrar um defeito de funcionalidade dos elementos bucais. De forma que devemos observar os dentes e a mastigação da criança, mas, principalmente, ter a avaliação de um odontopediatra.

 

Tipos de má oclusão

Distoclusão

Quando a maxila é projetada à frente em relação à mandíbula, criando um perfil côncavo.

Mesioclusão

Oposto à distoclusão, formando um perfil convexo, com o queixo proeminente.

Mordida aberta anterior

Ausência de contato entre os dentes superiores e inferiores na região da frente da boca.

Mordida cruzada posterior

Inversão da oclusão ideal, criando uma situação onde a arcada inferior é maior do que a superior.

Mordida profunda ou sobre mordida

Cobertura total ou exagerada dos dentes inferiores pelos superiores.

Falta de desenvolvimento transversal da maxila e mandíbula

São os apinhamentos, causados pela ausência de espaço nas arcadas para todos os dentes.

 

Quando tratar a má oclusão em uma arcada dentária infantil?

Devemos lembrar que a má oclusão é um problema físico e não se resolve sozinho. Quando algum desvio é identificado, o tratamento pode começar a partir dos 3 anos de idade, para que a situação não se agrave. Um planejamento personalizado leva em conta todos os aspectos do desenvolvimento da criança.

A intervenção precoce alcança melhores resultados e pode, inclusive, evitar a utilização de aparelhos ortodônticos no futuro. O ideal é que seja feita antes dos 6 anos, ainda com a dentição de leite. Dessa maneira, evita-se até mesmo uma posterior extração de dentes permanentes por falta de espaço.

Portanto, é importante intervir ainda na primeira infância, contribuindo para que a arcada dentária infantil se desenvolva normalmente. O tratamento auxilia na evolução dos maxilares e corrige os problemas já existentes.

Felizmente, pode acontecer que a mordida aberta se corrija espontaneamente, desde que os hábitos nocivos sejam eliminados. Já a mordida cruzada e a mesioclusão devem ser tratadas assim que diagnosticadas, a partir dos 3 anos. Para os demais casos, o ideal é a idade entre 5 e 6 anos, quando a criança desenvolve maturidade para cooperar com o tratamento.

Como prevenir problemas em uma arcada dentária infantil?

O fator genético é responsável por uma grande parcela dos casos de desvio da normalidade, não tendo como ser prevenido. Porém, podemos atuar sobre os outros fatores, cuidando para corrigir hábitos nocivos e monitorando a respiração e a mastigação.

A amamentação é uma forma de prevenir a má oclusão porque proporciona exercícios dos músculos faciais, auxiliando no crescimento mandibular. De acordo com o crescimento da criança, mastigar frutas e carne em pedaços também desenvolve a musculatura da face.

Acima de tudo, consultar um especialista é indispensável para o diagnóstico correto. É ele também que vai indicar o melhor momento para a intervenção e dar as orientações necessárias para os pais.

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